A felicidade completa está dentro da gente
“Vai sofrer, vai chorar e você não merece. Mas isso acontece...” já diria Cartola. Todo término de relacionamento é triste, mas ficar em uma “barca furada” pode ser ainda pior. Neste texto dicas para perceber quando é melhor desistir ou insistir em uma relação. Quais são os sinais? O que fazer? Como conduzir essa perda? Como saber que ainda há solução? Por Roberta Palermo.
"Não é porque o casal vive uma fase chata, com desentendimentos que significa que não há salvação. Não dá pra resgatar quando um dos dois não se interessa mais pela relação e tanto faz ficar casado ou não. Muitos ficam por comodismo enquanto o outro não aceita aquela vida morna e quer mudar. Só que sozinho não dá, então esse cônjuge tem que chegar à conclusão de que não podemos querer ficar com quem não quer ficar com a gente. Isso é ter auto-estima boa, gostar de si e não aceitar migalhas. O sinal mais claro de que o navio está afundando é quando só um quer lutar pelo casamento.
Um está desesperado pra conversar, pra tentar terapia, psicólogo, tarólogo, benzedólogo (rsrs) e o outro não faz nada, não quer tentar nada e inclusive age como se nada de ruim estivesse acontecendo.
Os motivos mais recorrentes de términos de relacionamentos são diversos. Mas o mais comum é o distanciamento por terem (ou passarem a ter) objetivos de vida diferentes. Até um tempo tudo ia bem, mas um trabalho novo, a chegada de filhos, um falecimento, falta de dinheiro, pode mudar o esquema familiar.
Como reconhecer que não dá mais...
A maior dúvida é: já tentei de tudo? Uns são precipitados, nem tentam um resgate da relação. Outros passam aaaanos naquela relacão horrível: o cônjuge é ausente e/ou trai e/ou agride, não há diálogo, tá clara a falta de respeito e nada de tomar uma decisão e partir pra outra.
O que não pode é manter um casamento porque a religião não permite ou por causa dos filhos. É importantíssimo seguir uma religião, mas temos que filtrar o que pode estar desatualizado. Até onde preservamos os filhos ao nos manter em um casamento naufragado? E porque tirar o nosso direito de ter uma vida íntegra? O que está falho é ter filhos sem estrutura. Isso sim o ser humano
pode controlar. Não é garantia de sucesso, mas esperar alguns anos antes de ter filhos pode sim estruturar melhor o casal para essa mudança no lar.
Nos separamos. E agora?
A pessoa que toma a decisão de "jogar tudo pra cima" e se separar é uma pessoa corajosa. Tem que ter peito pra bancar uma mudança com tanto sofrimento. Vamos lembrar que por menos que os casais tenham ficado junto, tiveram momentos maravilhosos, fizeram planos juntos e quase sempre têm filhos. É uma frustração enorme assumir esse desmoronamento. É importante aceitar a perda, sofrer, ter seu período de luto e depois sacudir a poeira e dar a volta por cima. Ajuda emocional nesse momento é fundamental. Pode ser através da terapia, de familiares ou da religião. Desde que a pessoa que passe por esse momento peça ajuda, vale qualquer uma. Quando uma pessoa se separa e de cara diz que já superou, tem que ficar atenta para ver se realmente essa dor não deixou seqüelas. Não vale dizer que "já superou" e em seguida dizer que todos os homens são canalhas, que nunca mais vai se casar, nunca mais sai de casa, fica sem vaidade, etc. Temos que partir do princípio que separar é "uma praga, uma chaga". Mas recasar é uma bênção, uma oportunidade de termos um feliz recomeço. Temos sempre que acreditar que a felicidade completa está dentro da gente. Solteira, separadas, divorciadas, viúvas ou casadas temos que encontrar a nossa felicidade."

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