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27 de fevereiro de 2009

RELATIONSHIPS

Sexo Tântrico

Giuliana Aflalo Lopes

Surgida na Índia, há cinco mil anos, o Tantra é uma filosofia matriarcal, onde a mulher é considerada uma divindade. Em sânscrito, Tantra significa "o que conduz ao conhecimento".
O sexo tântrico é uma forma de adiar ao máximo o orgasmo, para obter prazer prolongado. Segundo os praticantes, este é um processo que vai elevar o nível do sexo, segurando o orgasmo cada vez mais. Toda a energia retida, quando liberada, será uma explosão nuclear. Adeptos à prática dizem ter conseguido até 24 horas de contato sexual ininterrupto.
O tempo de uma relação com sexo tântrico deixa as pessoas "comuns" de queixo caído, já que a média brasileira é de 15 minutos para se atingir o ápice. Para se iniciar na prática do prazer sem limites, não importa a idade nem as condições de saúde. O que se pede é para que o pretendente não tenha vícios, ou seja, não beba, não fume e não tome drogas. O consumo de carne também é condenado.
Para quem quer se aventurar nesse antigo mundo regido pelo prazer pode se inscrever em cursos, que além das aulas teóricas, dão exercícios práticos. Um deles chama-se mula bandha e consiste em fortes contrações sucessivas no ânus e na uretra. É o mais básico de todos e pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora. Quanto mais, melhor.
Todo esse sacrifício vale a pena. Os benefícios trazidos não são só sexuais. Segundo os praticantes, devido a toda energia retida no organismo, a qualidade de vida melhora, a criatividade é estimulada e o rendimento físico aumenta, aumentando principalmente a expectativa de vida.
O método tântrico está longe de ser um anticoncepcional. Muito pelo contrário: a circulação de hormônio dispara e a libido também. Conseqüentemente, aumenta a fertilidade. Embora a pílula atrapalhe o desenvolvimento dessa atividade, a camisinha não faz diferença nenhuma.
Então, mesmo para os adeptos dessa forma de prolongar o prazer, não existe desculpa: a camisinha tem de ser usada!


Quer saber mais?


26 de janeiro de 2009

RELATIONSHIPS



Por Nanu*


O mundo dos normais e saudáveis


Pois veja como são as coisas: a essa altura está você ai, desanimado, pensando seriamente em mudar de time, olhando para os caras do vôlei na praia com outros olhos. Não é preciso entrar em pânico, existem mulheres bacanas, relacionamentos saudáveis, existe um mundo ensolarado onde dinheiro serve para comprar cerveja, não para ser reverenciado.
E como saber a diferença entre as mulheres? Ora, quando eu digo que sou um poço de sabedoria e que vou dar um jeito nessa sua vida esquisita, sei do que estou falando. Agora mesmo estou aqui para te ensinar a escolher bem sua mulher.
Não existe mistério, só existe calma. Só existe o hoje. Não se avalia uma pessoa por seu passado, nem se especula sobre seu futuro, só existe mesmo o aqui e agora. É uma mescla de coisas aparentemente pequenas que te revela todo um mundo interno, a riqueza do interior de uma alma.
As pessoas normais são leves, sabem rir de si mesmas e são incapazes do deboche gratuito e grosseiro, uma mulher bacana tem classe. “ Classe” não se compra, logo, não vá achando que essa coisinha esquisita, analfabeta funcional, com calça mostrando pêlos púbicos, vai se transformar em uma Senhora sob seus cuidados. Mulher vulgar só serve mesmo pro resfolego, amigo. Não tem jeito. Classe e elegância não estão vinculados a berço, a cargo, à aparência. Tudo isso você esquece, foque nas atitudes, porque é pelos frutos que se conhece uma árvore. De cara, exclua do seu processo seletivo aquelas de eterna cara amarrada, as que destratam o frentista – que às vezes mora no mesmo bairro que ela – só porque se encontra aboletada no seu carro. Fique apenas com as educadas no primeiro momento. Despreze até a educação formal, dura e forçada. Falo daquele encanto fluido, o sorriso verdadeiro, a gentileza natural. Pessoas normais e bacanas, fluem, não forçam, não dissimulam. Cometem gafes e sabem rir de si mesmas, não parecem bonecos sentados no restaurante. Nada como um bom papo.
Tente discernir e escolher um ser humano integral. E o que seria um ser humano assim? Não há mistério, esse lance de mulher misteriosa fica bem em romance barato. A integralidade comporta, comporta não, só existe com matizes de pintor ambicioso, com todas as cores. Existe da alegria e da tristeza, existe a ousadia, os erros – alguns ostentados e outros reprimidos, os medos, os contentamentos, a irresponsabilidade, a responsabilidade, a paixão pelo trabalho, pelos gatos, pelos cães, precisa existir alguma paixão e seus desdobramentos de devoção, de tempo, de olhos brilhantes. Precisa da vaidade e das camisetas velhas, da gargalhada e do sussurro. Do orgulho do passado, do medo do futuro, a integralidade depende, antes de mais nada, de uma história vivida com honra e de uma certa impetuosidade – esqueça de tentar qualificar as vivências alheias, você nem estava lá, aquele tremor de quem teme mas ainda assim enfrenta. Independe de idade, de grana, de porte, de nada. Existe sozinha, lindamente, magistralmente. A definitiva beleza de quem é de fato, para o que é necessário coragem e algum abuso.
Pessoas saudáveis sabem conversar, olham nos olhos, apertam a mão com firmeza, dizem por favor e obrigado, sabem olhar ao redor e se encantar com coisas do cotidiano. A mulher que vai te fazer feliz tem sonhos e metas, tem amigos de longa data, faz o que acha que deve, ainda que isso implique em se acabar de dançar em dia de semana, fazer sexo com você no primeiro encontro. Não se mede mulher por cama, mas se mede pelo que ela acha que significa cama. Cama tem hora, sexo é arte, precisa ser exercido bem, sem firulagens, seletivo – ainda que esse critério seja aquelas vontades que batem, irresistíveis. Circular pelo mundo oferecendo sexo para todos é meio, humm, cômico. E claro, nem pense em aceitar ao seu lado uma criatura porca o bastante para permitir que não se use camisinha. Sexo sem camisinha com desconhecidos é uma falta de higiene, de asseio, de noção sem tamanho.
Escolha uma bem resolvida, não se atenha a certos constrangimentos iniciais. Mas observe sorrisos: olhos e boca. O sorriso começa nos olhos e se estende pelo corpo, sempre priorize o bom humor. Tente enxergar dentro delas, procure as que têm um universo dentro dos olhos. São essas que vão complementar sua vida, te dar coisas e as que vão saber receber. Escolhas as que ficam encantadas com gentilezas, as que tem arroubos de meninas quando ganham uma margarida roubada de canteiro – aliás, escolha as que não fazem tanta questão de ser adultas, só são. As que querem viver, não provar. As inteiras na sua beleza e no seu caráter, as que não vivem para te agradar. As centradas em si, as levemente egoístas, as que têm tesão nelas mesmas, as que se masturbam, as que reluzem. As que nunca gozaram, mas estão loucas para saber como é isso, as que sabem com precisão o que as faz gozar. Fuja das que não lêem, das que se emporcalham com perfumes enjoativos, das que comem de boca aberta, das que querem mandar em você sem um toque de carinho, das que falam demais, das que não falam também, das que acham emocionante dirigir embriagado. Das que são incapazes de ter compaixão, das que não acham nada sobre tudo. Seja mulher ou homem, fuja dos vazios internos, da vergonha da cultura, do desprezo pelas artes, do desinteresse pela diversidade da vida e das pessoas. Fuja!
Mas claro, se você não souber enxergar, se estiver atrás de estereótipos e bundas, vai acabar ficando com esses trapos vexatórios que abundam nesse mundo. De qualquer maneira, quem sou eu para mandar na sua vida, mal mando na minha. O que é de gosto regala a vida, mas se você aceitar um conselho de quem entende – afinal, eu sou mulher – mulheres e pessoas ocas, pretensiosas, mal humoradas, sem classe e que acham que elegante é vestir tailleur, no caso de terem bundas bacanas e bons decotes, só servem mesmo pra descarregar a natureza. Quando servem. Não sei quanto a você, mas meu tesão, felizmente pra mim, nasce no meu cérebro.

Então, já falamos bonito, podemos passar aos conselhos práticos. Escolher sua mulher é uma coisa importante. Você, quando vai comprar uma torradeira, costuma ser cauteloso, então seja também ao escolher sua mulher. A torradeira pode ser devolvida, jogada no lixo, tem garantia, tem assistência técnica e manual. Mulher, não. Mulher você adquire no escuro e não há pra quem reclamar, nem quem conserte. Muito menos quem vá devolver seu dinheiro.
Escolhendo sua mulher:
1. Primeiro passo: ela é humanóide? Quantas bundas ela tem? Uma só, razoavelmente bem conformada? Isso é bom. Ela anda que nem um pato quando está de salto? Ela aparenta ter cabelos limpos, ou claramente espremeu um pote de creme para pentear no alto da cabeça e foi pro baile? O quesito número um é esse: limpa, asseada, apresentável, sem sinais de desgaste por excesso de uso.
2. Passo dois: verificar a existência do cérebro. Cérebro é importante porque sem ele a moça vai ser inútil, diferente de uma boneca inflável apenas porque precisará ser alimentada. Então, faça um teste simples: converse com ela antes de sair rebocando pro motel. Ela sabe falar? Ela é fluente no seu próprio idioma? Quantos risinhos idiotas por minuto? Mais de dois descarta.
3. Passo três: funcionalidade. Verifique o que ela faz da vida, se já sabe se alimentar sozinha. Ela é manicure? Só aceite se estiver fazendo algum curso de estética, se tiver alguma vontade de crescer na vida. Manicure foi só exemplo. Qualquer outra ocupação. Só releve se ela já for diretora-presidente de uma multinacional, ai você pode deixar ela pretender relaxar na vida.
4. Durma com ela, do verbo dormir mesmo. Verifique flatulências, vômitos de cachaça, roncos estranhos. Uma coisa é uma mulher produzida, outra coisa é uma mulher ao natural. Olhe o sutiã e veja se não tem enchimento, a calcinha também. Verifique atrás da orelha, procure por bolinhos de sujeita, cheire os pés. Cheiro de queijo em qualquer parte do corpo não é bom.
5. Passo cinco: sonde a família. Veja se alguém está preso, se existe algum primo marginal, como anda a carcaça da mãe – porque a filha vai ficar igual em alguns anos. Pessoas equilibradas e saudáveis geram pessoas – normalmente- saudáveis. E fuja a toda velocidade se ela começar a lamentar a situação financeira da mãe, se tem vergonha de onde os pais moram. Ter vergonha de ser ou ter sido pobre é coisa de gente interesseira e dinheirista.

Feito isso, você pode ficar relativamente seguro. Mas lembre-se: nada de fazer promessas. Vá levando, vá vivendo, vá conhecendo. Todo cuidado é pouco.

25 de fevereiro de 2008

Relationships

Nesta quinzena a dica é quente, quase pelando! O relacionamento sexual está morno? Vamos apimentar isso, minha gente! A minha dica é: calcinha de filme pornô. Isso mesmo, aquelas que não tem como usar no dia-a-dia. Vermelhas, com pom-pom, de oncinha, com detalhes atrás, com strass. Coisa pra deixar marido de boca aberta! Uma boa é ter um apetrecho que role de “apalpar”. Geralmente espero um dia com programação especial e no meio da rua peço pro marido “sentir” a calcinha. O difícil é terminar o jantar! Ai, ai.

Outra é pra dentro de casa. Sabe aquela noite chuvosa, sem crianças, sem ninguém? Uma boa é brincar de “9 semanas e ½ de amor”! Um vinho, chantilly e morangos – a festa está garantida. Enfeite a casa com velas (uma boa são aquelas que flutuam na água, eu as coloco em potinhos de patê, aqueles da Sadia, ninguém quer um incêndio literal, não é mesmo?) . Coloque um tecido vermelho no sofá, enfeite a sala com as velas e mande o namorado pro banho (considerando que ele chegou do trabalho). Você já está linda e loira, claro. Deixe o vinho (branco!) em um balde daqueles de champanhe, com gelo. Ah, uma boa é deixar uma massa pronta e a minha sugestão é o pacottini de frango, com molho branco (compra-se tudo pronto. Aqui em Belo Horizonte, um pacote varia de R$4,00 a R$6,00 e o molho não passa de R$2,00) pra depois da brincadeira.

Quando ele sair do banho peça que ele se sente no sofá. Enquanto isso vá até a geladeira (feche a porta da cozinha pra dar mistério), pegue o chantilly e cubra a pontinha dos seios. Chegue na sala com os morangos nas mãos, só de calcinha. O resto é por conta do namorado... Mas tem uma: não pode ter frescura, vai sujar tudo mesmo. Não vai estragar o clima pensando nisso, hein?

6 de fevereiro de 2008

RELATIONSHIPS!


Uma vez li, horrorizada, em uma revista feminina uma dica assim: “É a final do Campeonato e você quer conversar? Coloque uma roupa bem provocante e fique perto dele, ele vai perceber e pode gravar o jogo pra assistir depois”. Como sou super fã de futebol comecei a imaginar o quanto isso pode atrapalhar um relacionamento. Porque pra quem ama futebol, jogo decisivo de campeonato é muito importante. Pode não ser o meu time, nem o campeonato do meu país, mas é importante demais! E o pior é que falo sério.

Futebol é parecido com religião. Uns são mais fervorosos, outros menos. Os fanáticos geralmente sofrem horrores – geralmente são os que dão entrada no hospital em época de Copa do Mundo. Mas a maioria dos brasileiros tem a sua fé, digo o seu time. Pode não ter camisa, nem saber o hino do clube, mas sabe pra quem torce. Na Copa do Mundo então... Quem menos gosta é que faz a melhor festa! Tá certo, brasileiro que é brasileiro torce ao menos pra Seleção.

Desta vez a Espelho Meu vai mostrar o olhar de uma mulher sobre o futebol. Uma visão diferente, digamos, mas não menos interessante. Por Nanu. .

Eu entendo os homens que são loucos por futebol. Quem não seria, observando a coisa pelo ângulo correto? Veja bem, são vinte e dois marmanjos suados e com cara de malvados, correndo em um gramado. Pela própria natureza do esporte, eles têm umas pernas que, ai Jesus! E o tanquinho, que dizer do tanquinho? Eu prefiro assistir futebol pela tevê, assim o ângulo de câmera me dá a impressão de que eles estão correndo pra mim, e melhor, correndo com vontade, arfando e bufando e dando empurrando uns aos outros. Me sinto a tal nessas horas.

Tem o lado lúdico do futebol também. Vez por outra algum mais desastrado presenteia a audiência com um lance digno de rinoceronte em loja de cristais. O juiz também me diverte muito, correndo pra lá e pra cá, sempre sobrando, tadinho. Parece aquele garoto rejeitado do colégio que queria muito jogar bola. O juiz é a revanche dos excluídos: não deixam o pobre pegar na bola, mas quando ele apita ta apitado e pronto. Ele manda. Ver jogador dando entrevista também me entretém, não só pelas frases meio desconexas e redundantes, mas pela sutileza cômica da cena, que, tenho certeza, poucos repararam até hoje: o cara lá, suando em bicas e cuspindo no repórter, que faz malabarismos corporais para ainda que debaixo daquela chuva salgadinha, o microfone continue onde deve ficar. Sutilíssimo, é a parte do jogo em que eu presto mais atenção.

Outra coisa que me intriga nesse esporte de alto nível é a visão de águia dos comentaristas e dos locutores. Se eu, de óculos, assistindo pela televisão, não consigo ver direito quem é quem, como eles lá em cima, lá longe, conseguem saber inclusive o nome das figurinhas pequenas correndo pra lá e pra cá? Fico fascinada com isso! Será que nos sonhos eles também vêm homenzinhos correndo?

De qualquer forma, a melhor parte mesmo são as pernas. É inútil prestar atenção na bola porque ela nunca está onde deveria, e ninguém sabe onde vai parar. O juiz é incapaz de dizer se um pênalti é mesmo um pênalti, e a torcida é composta de pessoas mal educadas e deselegantes que ficam gritando palavras chulas e jogando xixi nos outros. Se os homens pensam como eu, não sei. Acho que boa parte pensa sim. Vai saber, mas de uma coisa eu estou certa: aqui em casa nunca teve reclamação minha com futebol. Eu adoro, é impagável.

24 de janeiro de 2008

Relationships!

O outro lado

Sempre leio textos de mulheres solteiras que reclamam dos desconfortos sociais, sentimentais que a situação acarreta. O seriado Sex and the City é sobre isso. Os sites, as revistas que eu mais gosto falam disso. Falam também da não-obrigação de se encontrar um príncipe encantado, falam da tal mulher moderna. E eu que tenho um gosto musical interessante, leio bons livros, sei perfeitamente quem é Iggy Pop e Ronaldo Fraga me sinto por fora, como se faltasse algo que eu não vou viver. Explico: eu encontrei O cara. Do jeito que eu sonhei, pedi, imaginei. Com os defeitos que eu preciso. Amor à trilionésima vista, com história de dar livro e pedido de casamento à meia noite, com direito a um bom espumante, Bahia e um céu até ridículo de tão bonito. Sorte? Claro. Mas não se pode ter tudo...

Algumas das minha melhores amigas foram pra Europa fazer um curso de cinema. Eu não. Fiquei no Brasil batalhando um espaço ao sol e fazendo pratos especiais domingo à noite, de ressaca, com a cara-metade abobalhado no quarto, em frente ao Playstation 2 (a minha geração não parou de jogar video game). Um delas já me deu de presente de Natal um avental, um creme pras mãos e um guia turístico “pra ver se sai da toca”. Meu consolo foi que de Barcelona ela disse pra eu investir mesmo, porque meu namorado “é tudo de bom”. Não quero que pareça um sacrifício, é uma escolha e estou satisfeita com a minha, mas também tem seu lado ruim.

Todos os meus amigos reclamam quando eu falo que não posso sair porque meu enteado está com a gente. Sim, eu sou madrasta e amo o filho do meu namorado – nem dá pra explicar. Ele não é meu filho, mas eu preciso fazer algumas concessões em função do bem estar de todos. Claro, às vezes eu deixo os dois sozinhos e vou beber vinho na casa de uma amiga, vou almoçar com a minha mãe, vou fazer outras coisas, mas às vezes quero e preciso ficar. Tem muita gente que não entende isso e briga comigo, amigos fofos que me puxam pra realidade o tempo todo.

Eu não tenho e não quero ter mais romances. Nada de frio na barriga, nada de esperar telefonar, checar mil vezes o e-mail, nada da gostosa ansiedade do início da paixão. Tenho outras sensações, mas o início passou. No meu caso até foi bom passar, porque como caí de cama, com uma febre que não cedia durante cinco dias (minha mãe conta isso às gargalhadas). É... No meu caso foi bom passar.

Os familiares cobram. Cobram filhos, cobram casamento porque “essa coisa de morar junto é muito confusa”. Eu não fico de camisola escutando música o dia todo, não mais. Não saio pela casa cantando Madonna aos berros, nem Ramones e não faço mais nenhum dueto-que-vizinho-ouve.

Minha gata gosta mais de outra pessoa do que de mim e quem tem gatos sabe o que isso significa. Madonna Ramone, a persa azul, passa por cima da minha barriga com desdém na cama e deita no peito ao lado, ronronando.