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27 de fevereiro de 2009

COLUNA DA CONVIDADA

Neste mês: Bimba*


Posse Responsável de Cães e Gatos


Ao domesticar o cão e o gato, há milhares de anos, o homem tornou-se responsável pelo bem-estar desses animais. Conviver com um bicho de estimação é um privilégio e pode mudar nossa vida para muito melhor. No entanto, alguns cuidados devem ser observados para que essa relação seja realmente harmoniosa e feliz.
Por exemplo, a superpopulação desses animais é um problema vivido pela maioria dos centros urbanos em todo o mundo; em muitos casos, o triste destino desses animais é o abandono e muito sofrimento. Mudar esse quadro é um dos grandes desafios que se apresentam no século XXI. Por que acontece isso?
É comum as crianças se encantarem com filhotes peludos e brincalhões. Mas muito cuidado – animais não são brinquedos! Animais precisam de cuidados médicos veterinários, higiênicos, carinho e não devem ser tratados como pequenos humanos. Eles têm ração especial, medicamentos próprios (que devem apenas ser administrados com orientação veterinária) e não precisam de roupa nem de sapatos (principalmente no nosso verão tropical).
Ao se adquirir um animal, devemos ter conhecimento da média de vida de cada espécie e raça escolhida. Cada espécie e raça têm cuidados especiais. O animal ficará grande para o espaço que posso oferecer? Tenho tempo para levá-lo para passear na rua? Ele precisa ser escovado todos os dias? Precisa ser tosado? Quais as vacinas necessárias? É também importante a consciência que um animal cresce, amadurece e envelhece. E durante sua vida, poderá ficar doente e precisar de cuidados médicos e muita atenção do proprietário. Isso tudo requer TEMPO e DINHEIRO. Eu tenho esse tempo? Eu tenho uma verba disponível?
Com muita frequência, nos deparamos com famílias que, ao se mudarem de casa, descartam seus animais como se fossem um objeto sem valor. Ou porque vão para condomínios que não aceitam animais (e não perguntaram antes??) ou porque os animais cresceram e perderam a “graça” ou ainda porque aproveitam a chance para se “livrarem” daquele ser que está dando trabalho...
Muitos doam seus animais para pessoas que não têm condições financeiras para mantê-los em condições básicas de saúde e higiene e ainda facilitam a reprodução desenfreada, aumentando o número de animais abandonados nas ruas.
O que fazer? É necessário fornecer subsídios para a conscientização da sociedade e a redução do sofrimento animal em todas as suas formas. Unir forças pela erradicação das crueldades e do sofrimento que acomete os animais. Devemos fortalecer e aprimorar a relação com os animais, tendo como pontos principais: 1) Conscientizar a toda a família antes de adquirir um animal; 2) Converter cães e gatos em verdadeiros membros da família; 3) Oferecer cuidados médicos, alimentares e higiênicos específicos 4) Facilitar o acesso à esterilização (castração) para diminuir o abandono e o sofrimento dos mesmos.
E depois de todos os cuidados, aproveitarem muito essa relação...


“Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano.” Mahatma Gandhi (Estadista e filosofo)

“Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais.” Victor Hugo

“Não há crueldade pior que pensar e acreditar que os animais existem para servir ao homem.” Gabriela Toledo





*Bianca Barreto Cruz do Couto

É Médica Veterinária formada pela UFF e tem Pós-graduação em Homeopatia Veterinária, pela UNI Rio. É Diretora Técnica da Clínica Veterinária Oficina dos Animais, Riachuelo, RJ.

O blog dela é o: http://oficinadosanimais.blogspot.com/

26 de janeiro de 2009

COLUNA DA ROBERTA

A vida está aí para ser vivida, não é mesmo? Mas algumas pessoas deixam que a mágoa, o ressentimento e as más vibrações tomem conta de tudo e têm mais dificuldades em deixar esses pensamentos ruins de lado e seguir em frente – é para essas pessoas que a Roberta dá alguns toques.



VONTADE DE SER FELIZ!


Por Roberta Palermo*





Uma mágoa pode ser uma bobagem para um e para outro ser algo realmente capaz de desestruturar. O que muda de pessoa para pessoa? Por que uns fazem uma tempestade em um copo d'agua e outros levam na boa? Podemos dar crédito à resiliência. Seria a capacidade de conseguir lidar com o problema de uma maneira mais leve. Conseguir olhar para aquela chateação e tirar um aprendizado. Dar o tempo ao luto, para elaborar a chateação é importante. Nunca desmereçam uma tristeza, mas também não enalteçam. Mas como desenvolver essa capacidade de se liberar da tristeza, do ressentimento, da mágoa? Como fazer para ter pensamentos positivos quando tudo está tão ruim? Como parar de pensar só nas desgraças que tanto nos irritam? Sempre vai depender da nossa vontade de querer ser feliz. Tem que partir do princípio de que bons pensamentos trazem bons pensamentos e acontecimentos. A nossa mente tem um poder enorme. Verdade? Eu acredito. Ou acho melhor acreditar. Há vários livros sobre o assunto e ensinamentos à respeito. Eu também não passo debaixo de uma escada. Tem gente que não deixa o chinelo virado, a porta do armário aberto. O que eu quero dizer é que se a gente acredita que aquela atitude que tomamos nos faz bem, é o que importa. E cada um tem que achar o seu ritual, o seu mantra ou o seu treco em qual acredita e pensar nele. Acabamos de começar um novo ano. Quer época melhor do que essa para pensar em novas metas, objetivos e coisas boas para fazermos? E o que devemos deixar de fazer? O que nos faz mal e mantemos em nossa rotina? Fazer uma lista com o que precisamos fazer e o que precisamos deixar de fazer é um exercício interessante. Podemos abrir a lista uma vez por semana e ver se já vencemos alguma tarefa.Não há manual de sobrevivência na terra. Então que tal cada um criar o seu e acreditar que é capaz de ser feliz? Traçar um objetivo e cumpri-lo. Isso nos faz feliz.

* QUER MAIS? ACESSE: http://www.robertapalermo.blogspot.com/

24 de novembro de 2008

Coluna da Roberta Palermo



A mulher moderna que trabalha fora e a que não trabalha fora.

Não faz muito tempo que o papel de cada integrante da família era um
padrão seguido por todos.O marido era o responsável por prover
financeiramente e a esposa responsável por cuidar da casa e dos
filhos. Ao longo dos últimos anos, porém, muita coisa mudou. A mulher
passou a trabalhar fora de casa também e isso trouxe o lado ruim e o
lado bom da inovação. O ruim foi a esposa ter delegado o cuidado dos
filhos à escolas em período integral ou à babás. Outra coisa ruim é
quando a mulher assume jornadas duplas ou até triplas. Além do
trabalho, tem que dar conta da casa e dos cuidados com os filhos. As
esposas que têm a parceria do marido, além de contar com essa ajuda,
dão ao filho a oportunidade de oferecer a criança um pai cuidador.
Aquele que dá banho, comida e leva o filho para o curso de línguas. O
melhor foi ter a oportunidade de ser algo mais além de ser mãe e dona
de casa. Com essa mudança, outras vieram atrás. Como hoje a
mulher pode ter sua independência financeira, ela também se tornou
responsável financeiramente pelos filhos após a separação do casal,
dividindo esse peso com o pai da criança. Se a mulher tem a
independência financeira e de se expressar através do trabalho, passa
a ser muito mais pensante o que pode enriquecer o convívio do casal. A
mulher espera ser reconhecida como alguém que faz de tudo para viver
em harmonia dentro e fora de casa.Se a mãe estiver feliz, certamente
será uma mãe melhor. Será mais paciente e animada para criar, para
educar seus filhos.

A dona de casa moderna

Há, porém, as mulheres que não trabalham e curtem
muito bem a vida. Cuidam da casa, dos filhos, mas de uma maneira mais
moderna. Essa mulher está longe de ser aquela que usava vestido com
botãozinho na frente e passava o dia na cozinha. Hoje ela delega a
casa para uma empregada ou faxineira, dependendo da classe social. Vai
ao clube, faz ginástica, além do supermercado e feira. Fazem cursos,
passeiam com as amigas. Mesmo as que não podem ter a ajuda de uma
empregada, limpam a casa, mas depois vão à manicure, fazem escova no
cabelo. As mulheres que não trabalham muitas vezes não se conformam
com as mulheres que não se dedicam só aos filhos. E essa pode ser a
maior perda. O que muitas vezes não muda é que a mulher trabalha fora
e mesmo assim tem 2, 3 filhos. Certamente será bem mais desgastante
quando voltar para casa e a chance de não dar conta de cuidar de
tantos filhos é bem maior. Então uma dica importante para a mulher
moderna que trabalha fora de casa é ter menos filhos e ter o tempo
deles garantido. A dica para a mulher que não trabalha fora de casa é
pensar em trabalhar um dia, pois os filhos crescem e ter uma ocupação
é importante. Além disso não sabemos se vamos nos separar ou ficarmos
viúvas e é sempre importante poder andar com as nossas próprias pernas,
a qualquer hora.

8 de outubro de 2008

COLUNA DA ROBERTA PALERMO


Como deixar as crianças em segurança? O que falar, como agir? Neste mês, Roberta Palermo nos dá alguns toques, tornando esta tarefa tão delicada um pouco mais fácil. Vamos ficar de olho nos pequenos!



SEGURANÇA INFANTIL

Abuso Sexual

Por volta dos cinco, seis anos, começam as curiosidades sobre sexualidade e o corpo humano. É por volta dessa idade que a criança quer saber como entrou na barriga ou como saiu, entre outras questões. O importante é responder apenas o que a criança quer saber, de maneira simples e nessa ocasião o que é mais importante é dizer que ninguém pode tocar o corpo deles. Já é um primeiro cuidado para evitar um abuso sexual. Os pais devem evitar deixar a criança para outras crianças maiores cuidarem dela. Mesmo que confiem na escola e nas pessoas que cuidam têm que estar sempre atentos para ver se a criança apresenta alguma mudança de comportamento. Conforme a criança cresce os pais devem abordar o assunto mais abertamente e para isso podem ter a ajuda de livros. Existem vários que falam sobre sexualidade.

Assaltos
No dia-a-dia cada família segue um ritual de segurança. Cada uma se preocupa com uma questão e são esses "medos" dos pais que podem ser explicados para a criança. Por exemplo: se os pais não abrem a janela do carro, pode explicar para a criança, que é por segurança, já que nos dias de hoje escutamos muitos casos de assaltos quando o carro pára no farol (sinal, semáforo). Nesse caso, também não é bom demorar muito para entrar e sair do carro quando estacionamos na rua. Não precisamos falar todas as vezes para a criança não viver tensa, mas uma explicação pode facilitar a compreensão e a participação da criança nos momentos necessários. Explicamos que existem pessoas que são más e que roubam outras pessoas. Os pais podem até fazer combinados para a hora de uma possível emergência. Podemos dizer que não achamos que vá acontecer,mas caso aconteça, agiremos dessa maneira. Então um combinado pode ser: atender imediatamente aos comandos da mãe ao dizer solte o cinto de segurança e venha já para perto de mim.

Acidentes Domésticos

Os acidentes dentro de casa podem ser evitados com proteção e supervisão. Tela nas janelas, portas fechadas, chaves fora do alcance da criança, produtos de limpeza e remédios fora do alcance. Quem cuida da criança é quem deve se preocupar com isso. Se o primo solteiro chegou à casa da família para visitar e deixou a faca na beirada da mesa e "ninguém" viu, a criança poderá se machucar. O primo teria que tomar cuidado, mas os pais, ou quem estiver cuidando é quem tem que se antecipar aos perigos da casa e os que podem ser provocados por visitas ou outras crianças. Proteção nas tomadas. Além disso, a criança não deve ficar sozinha em casa e quando estiver brincando em outro cômodo, alguém deverá observá-la de tempos em tempos. A infância é uma fase de descobertas e explorar algo novo pode causar um acidente.

Estranhos, telefone e Internet

Desde pequenos ensinamos que não devem aceitar nenhum presente de pessoas estranhas e não passar informações é a segunda parte importante. Quanto mais demorarem para atender ao telefone da casa,mais conscientes estarão sobre não passar informações. Quando passam a ter acesso a Internet o perigo passa a ser passar dados da família: endereços, os bens que têm dentro de casa, horários da família. Não podem preencher dados cadastrais e nunca passar número de cartão de crédito, que por sinal não deve ser informado à eles. O ideal é que até a criança ter idade para assimilar essas informações ela use um computador que fique onde todos estão e não em seu quarto, onde ninguém poderia acompanhar o que ela vê. Sabemos que ao digitar endereços infantis, podem aparecer páginas de sexo e até de pedófilos.

OLHAR DE PAI

Bruno Soares tem 28 anos e contato com a música desde que se entende por gente. Sua primeira recordação musical inclui Gilberto Gil e Raul Seixas. Aos treze anos começou a aprender violão e aos quatorze montou sua primeira banda. Após cursar Publicidade, resolveu unir as duas coisas e hoje ganha a vida trabalhando com música: sonorizando peças publicitárias e compondo jingles. Tem um filho de cinco anos que diz adorar rock and roll: ele tem total acesso aos instrumentos musicais do pai que vivem espalhados pela casa. Já disse que ao crescer quer se tornar músico também. Isso só o tempo dirá... Mas o papai Bruno está fazendo a sua parte.


A CRIANÇA E O ESTÍMULO MUSICAL

A criança precisa vivenciar a música de maneira lúdica e agradável para ser estimulada. Assim ela começa a desenvolver sua percepção sonora do mundo e a utilizá-la de maneira criativa. A musicalização pode começar já no berço: com brinquedos sonoros - como aqueles em que a criança aperta a vaquinha e ela muge. Estes brinquedos servem para que a criança passe a ligar objetos ou ações aos seus respectivos sons. Já um pouco mais velhas (com dois, três anos) as “brincadeiras musicais” devem estimular a produção sonora e o contato com instrumentos (como um tamborzinho ou violão de brinquedo) e a relação entre o som e expressão corporal (como cantigas de roda). O estímulo dos pais também é fundamental. Se uma criança tem em casa pais que também gostam de música, estão sempre com o som ligado e têm uma vasta coleção de cd´s, com certeza ela vai ser mais “musical” que uma coleguinha cujos pais não ligam muito música. No fundo, o estímulo à musica é como o de todas as outras artes: começa na infância como brincadeira e está diretamente ligada à oferta.

Cuidado com o exagero...

A musicalização deve se algo natural e divertida para a criança e os pais não podem encarar esse aprendizado com muita rigidez - isso porque ele acontece com muito mais eficiência quando a criança o consegue por ela mesma, sem imposições ou militarismos. É também necessário que os pais tenham muita paciência e sensibilidade para perceber quando a criança não gosta da atividade, não devendo forçá-la a fazer algo que ela não gosta. Não é aconselhável o ensino musical até seis, sete anos de idade. Isso porque o ensino musical - onde são ensinadas a teoria musical e as técnicas de manuseios de instrumentos - é uma etapa posterior a musicalização - onde ainda se está formando o vínculo entre a criança e a música. Submeter uma criança em fase de musicalização à disciplina muitas vezes maçante do ensino musical pode fazer com que ela se sinta entediada e perca o interesse.



Davi, filho do Bruno, com um e três aninhos: fases diferentes e um mesmo interesse! Fica esperto, Eric Clapton!

25 de fevereiro de 2008

Coluna da Nanu

Manual para adestrar Homem Xucro (Parte 1)

Resolvi usar meu tempo ocioso com uma coisa útil: consultar meus manuais de equitação pra ver se algo é aplicável aos nossos homens. Porque o importante nessa vida é tentar, não é mesmo? E como a coisa é longa, vamos aprender em capítulos.

Primeiro, imaginem o cara como um cavalo adulto já, cheio de manhas e vícios. Aquele tipo que empina, dispara, faz fuzuê. Feito isso, eu vou explicar o processo em linhas gerais. Existe uma pirâmide no processo de doma que tem que ser respeitada. A base é o que a gente chama de retidão, porque nem todo mundo sabe, mas cavalos não sabem andar em linha reta. Não nascem sabendo e alguns passam a vida toda sem aprender. Assim é com os homens. Andar em linha reta é básico pra um cavalo de sela, é o que gente chama no nosso jargão de “ estar entre as pernas do cavaleiro” – sem pensar besteiras, viu mulherada? A pressão das pernas comanda o movimento pra frente e tem que ser imediatamente respeitada. E os homens com isso? Fácil. A linha reta pra eles seria aqui o compromisso. Tem homem que acha que casamento é a vida de solteiro em que alguém reclama da tampa da privada levantada. E não é, nessa fase o homem tem que entender que ele agora precisa pensar como dois já que ele é parte de um casal. Parece simples, né? Mas não é. Mudar as regras do jogo com o casamento em curso é um típico comportamento de homem que se acha solteiro, que pode fazer o que quiser. Então, vamos fazê-lo andar em linha reta.

Coloque o homem pra andar, só deixando errar é que você tem chance de corrigir. Nesse caso, arrume logo uma crise, uma DR em hora e local inapropriado, pra forçar a situação do erro. Puxe conversa sobre o tema que incomoda – como a vinda dos enteados, por exemplo. E deixe que ele exploda. Domador de cavalo com medo de piti de cavalo não vai a lugar nenhum, o piti é necessário.

Dado o piti, deixe ele falar o que quiser, e se for do tipo fechado, force mesmo, sem medo. O pior que pode acontecer é uma cara amarrada. Ai você já deu dois passos: desnudou o erro, e já começou a correção. Depois que ele falar, você firma a sua rédea e muda o tom de voz ( que tem sempre q ser baixo e grave, levemente ameaçador) e manda a regra: isso não vai acontecer porque curiosamente eu também moro lá. E acabou a conversa. Agora quem não vai querer conversar é você. Deixe ele com a irritação, você já pode voltar a falar amenidades com o tom de voz mais alegre possível. Lembre-se, ele dá o piti, você dita sua regra, e muda de assunto. Tom de voz estridente irrita, mas o grave disciplina.

Agora, pra encerrar essa sessão de treinamento, como todas as demais, a gente precisa ter em vista que é necessário terminar num bom momento para o cavalo, ou para o homem. Termine sempre seu treinamento e sua pressão com um chamego, e de bom humor. Ele vai ficar confuso, sem saber o que você vai fazer adiante. Esse é o segredo. Cavalo que antecipa o que o cavaleiro vai fazer é o cavalo que vai te derrubar. Deixe ele confuso que assim ele vai estar sempre prestando atenção em você. Repita quantas vezes forem necessárias, porque com alguns demora, ainda mais com cavalo velho. E nunca deixe que o bicho te irrite, porque assim eles testam sua autoridade.

Madrastas pelo mundo

Belo Horizonte

Quero começar esta apresentação sobre Belo Horizonte corrigindo uma injustiça feita pelas grandes emissoras de televisão. Ninguém em Beagá fala “Beolzonte”, ninguém! Só quem é de fora. Aqui falamos tudojuntin: Beagá ou Belorizonte. Ai, como odeio quando falam: “Você é de Beolzonte?”. Argh! Tenho vontade de gritar!

Pronto, feita a minha correção, vamos falar dessa cidade que aprendi a amar depois de crescida. Eu nasci aqui, na maternidade Otaviano Neves. Minha família paterna é do Rio e desde sempre eu quis ter nascido lá. Passava as férias na casa da minha avó e voltava puxando os “esses”, falando carioquêixxx (me dêem desconto, eu era criança!). Eu mentia para meus colegas de classe e falava que era carioca.

Depois virei adolescente e parei com essa bobagem. Só que continuava a achar a minha cidade insossa e inodora. Tudo era tão sem-graça! Todas as revistas que eu lia falavam sobre os eventos no Rio ou em São Paulo. Falavam até de Brasília, Porto Alegre. Mas da minha Beagá não falavam nada. Eu continuei achando a minha cidade extremamente sem graça.

Um dia, ao falar mal daqui com uma colega jornalista, ela desligou o telefone na minha cara. Não entendi nada. Eu só estava falando a verdade: isso aqui é uma roça grande! Não tem nada pra fazer! Mas ela ficou muito brava.

Aí um dia eu quase me mudei daqui. Uns dias antes, andando de ônibus pela cidade, passei na Praça da Liberdade. E para meu espanto comecei a chorar! Eu olhava o coreto, as rosas, os bancos e lembrava dos encontros que eu já tinha marcado lá, das garrafas de vinho barato que bebia, ao som do violão, junto com os amigos. Lembrava da decoração de Natal, sempre tão linda. As pessoas ao redor me olhavam e eu lá, chorando.

Uns dois dias depois eu fui pra São Paulo. Quando eu cheguei por lá, eu nada entendi. Como assim o céu é sempre cinza? Em 15 dias eu vi o azul do céu só em dois! Nada contra a cidade que eu também me apaixonei, mas eu sentia tanta falta do céu daqui! Aí, quando voltei, percebi que eu era uma apaixonada por Belo Horizonte.

Aqui não tem Carnaval, se algum dia quiser fugir de um venha pra cá! O Mercado Central tem o melhor cheiro do mundo e uma ótima pedida é passar um sábado à tarde bebendo cerveja e comendo fígado acebolado com jiló (pode não parecer, mas é uma delícia!). Geralmente compro um peixe fresco pra fazer à noite e umas flores pra enfeitar a casa.

Outra maravilha é a Lagoa da Pampulha e o Mineirão. Ah, quando - lá em Sampa - eu vi meu time jogando, a torcida apaixonada, aquelas arquibancadas que eu conheço tão bem, fui para o banheiro chorar. Sou atleticana doente e só quem é de Belorizonte sabe o que é isso.

Desde que voltei só não fui à Feira Hippie. Lá encontra-se de tudo: quadros, animais, bijouterias, roupas. Funciona todo domingo, na Avenida Afonso Pena, uma das principais da cidade. Tem de tudo um pouco, vários retratos do Brasil em um só lugar.

Como podem ver eu me apaixonei pela minha cidade depois que saí dela. Comecei a gostar até do sotaque que eu falava tão mal. Esse trem de falar tudo arrastadin, de um jeitin que só quem é mineirin entende.

“Ês pens cu ôns é des”*. Entendeu? Pois é, quem é de Belo Horizonte entende.

*”Eles pensam que o ônibus é deles”. ; )

Coluna da Roberta

A felicidade completa está dentro da gente

“Vai sofrer, vai chorar e você não merece. Mas isso acontece...” já diria Cartola. Todo término de relacionamento é triste, mas ficar em uma “barca furada” pode ser ainda pior. Neste texto dicas para perceber quando é melhor desistir ou insistir em uma relação. Quais são os sinais? O que fazer? Como conduzir essa perda? Como saber que ainda há solução? Por Roberta Palermo.

"Não é porque o casal vive uma fase chata, com desentendimentos que significa que não há salvação. Não dá pra resgatar quando um dos dois não se interessa mais pela relação e tanto faz ficar casado ou não. Muitos ficam por comodismo enquanto o outro não aceita aquela vida morna e quer mudar. Só que sozinho não dá, então esse cônjuge tem que chegar à conclusão de que não podemos querer ficar com quem não quer ficar com a gente. Isso é ter auto-estima boa, gostar de si e não aceitar migalhas. O sinal mais claro de que o navio está afundando é quando só um quer lutar pelo casamento.

Um está desesperado pra conversar, pra tentar terapia, psicólogo, tarólogo, benzedólogo (rsrs) e o outro não faz nada, não quer tentar nada e inclusive age como se nada de ruim estivesse acontecendo.

Os motivos mais recorrentes de términos de relacionamentos são diversos. Mas o mais comum é o distanciamento por terem (ou passarem a ter) objetivos de vida diferentes. Até um tempo tudo ia bem, mas um trabalho novo, a chegada de filhos, um falecimento, falta de dinheiro, pode mudar o esquema familiar.



Como reconhecer que não dá mais...

A maior dúvida é: já tentei de tudo? Uns são precipitados, nem tentam um resgate da relação. Outros passam aaaanos naquela relacão horrível: o cônjuge é ausente e/ou trai e/ou agride, não há diálogo, tá clara a falta de respeito e nada de tomar uma decisão e partir pra outra.
O que não pode é manter um casamento porque a religião não permite ou por causa dos filhos. É importantíssimo seguir uma religião, mas temos que filtrar o que pode estar desatualizado. Até onde preservamos os filhos ao nos manter em um casamento naufragado? E porque tirar o nosso direito de ter uma vida íntegra? O que está falho é ter filhos sem estrutura. Isso sim o ser humano
pode controlar. Não é garantia de sucesso, mas esperar alguns anos antes de ter filhos pode sim estruturar melhor o casal para essa mudança no lar.

Nos separamos. E agora?

A pessoa que toma a decisão de "jogar tudo pra cima" e se separar é uma pessoa corajosa. Tem que ter peito pra bancar uma mudança com tanto sofrimento. Vamos lembrar que por menos que os casais tenham ficado junto, tiveram momentos maravilhosos, fizeram planos juntos e quase sempre têm filhos. É uma frustração enorme assumir esse desmoronamento. É importante aceitar a perda, sofrer, ter seu período de luto e depois sacudir a poeira e dar a volta por cima. Ajuda emocional nesse momento é fundamental. Pode ser através da terapia, de familiares ou da religião. Desde que a pessoa que passe por esse momento peça ajuda, vale qualquer uma. Quando uma pessoa se separa e de cara diz que já superou, tem que ficar atenta para ver se realmente essa dor não deixou seqüelas. Não vale dizer que "já superou" e em seguida dizer que todos os homens são canalhas, que nunca mais vai se casar, nunca mais sai de casa, fica sem vaidade, etc. Temos que partir do princípio que separar é "uma praga, uma chaga". Mas recasar é uma bênção, uma oportunidade de termos um feliz recomeço. Temos sempre que acreditar que a felicidade completa está dentro da gente. Solteira, separadas, divorciadas, viúvas ou casadas temos que encontrar a nossa felicidade."