8 de outubro de 2008

ENTREVISTA DO MÊS


Por Isis Olivia


Ela é autora do livro “Gravidez Saudável” (Editora Reptil) e não foi à toa: Cynthia Howlett permaneceu com um corpaço durante a espera da filha, Manuela (hoje com um aninho), fruto de seu casamento com o ator Eduardo Moscovis. Formada em Direito e Jornalismo, Cynthia também apresenta, com Patrycia Travassos, o programa Alternativa Saúde do canal GNT.
O que essa carioca de 31 anos tem em comum com a Espelho Meu? Bem, o marido dela tem duas filhas de um casamento anterior. “Quando eu o conheci o Du sabia que ele estava recém separado e tinha duas filhas. Além de tudo isso, ele também era ator. Achei a maior roubada!”, conta e completa: “Mas no coração ninguém manda e eu me apaixonei”.
Ao contrário de muitas histórias, a família de Cynthia sempre deu força para o relacionamento, sem se importar com o fato dele já ser pai. No início, com uns seis meses de namoro, ela foi apresentada às futuras enteadas como “uma amiga” - na época elas tinham dois e quatro anos. “Um dia resolvi conversar com elas e dizer que gostava do papai e queria namorar com ele. Gabriela e Sofia me ajudaram a escrever uma carta pedindo o papai em namoro. Foi lindo!”. Ai, ai...
Por falar nas enteadas o relacionamento delas com a Manu não pode ser melhor. As duas se desdobram em carinhos e mimos, são apaixonadas pela irmã caçula. “Elas já tinham dito que queriam uma irmã, quando sentamos para dar a notícia, adivinharam rapidamente. A relação delas com a irmã é a coisa mais linda do mundo, são super cuidadosas e carinhosas”, afirma.
Um marido lindo e talentoso, uma carreira de sucesso, uma filhota fofa e duas enteadas deliciosas. E a ex-mulher do Du Moscovis, a produtora Roberta Richard? “Não tenho muita intimidade com ela, mas o relacionamento é ótimo. Ela é bem resolvida em relação à separação e isso ajuda muito”, diz. Um ótimo exemplo de uma boa convivência entre todos os envolvidos nessa família tão contemporânea - e que os anjos continuem dizendo “amém”!





Cynthia Howlett dá dicas para madrastas iniciantes: “Nunca se coloque em primeiro lugar, saiba que sempre a prioridade será dos filhos e aceite isso com carinho. Não tente nunca disputar o coração de quem é pai”.
Está dado o recado
!

MULHER ESPERTA


Nesta edição a Amadrasta nos presenteia com dicas para organizarmos melhor a casa, o tempo, a vida! Para iniciantes e avançadas...


Sozinha? Só se for com super poderes!



Você trabalha o dia inteiro. Malha para manter o corpo em forma, mantém o lado espiritual em dia e vive correndo. Além de tudo isso tem que achar tempo pra ser esposa, profissional, irmã, filha, esposa, neta, amiga presente e ainda DONA DE CASA? Pra piorar a situação, tem um enteado (a) bagunceiro (a) e um maridão que acha, no mínimo, que o cesto de roupa suja é o chão do banheiro. É, amiga: sua única solução é delegar tarefas!!

Algumas dicas para você manter sua casa em ordem:

ROUPA
De acordo com a quantidade de pessoas da sua família, você pode marcar um dia para a lavagem das roupas. Assim você junta mais roupa, enche a máquina, economiza energia, sabão, água (a natureza agradece!) e tempo… Afinal, não é nada agradável ter que lavar roupa todos os dias!
Cada pessoa deve ser responsável por colocar sua roupa no cesto, assim você não perde tempo recolhendo roupa de ninguém. Avise no dia anterior, que a lavagem vai ser no dia seguinte e coloque na porta da geladeira, por exemplo, um lembrete que tal dia da semana é dia de lavar roupa.
Estabeleça que quem perdeu o dia, lava roupa na mão ou espera pela próxima data. Qualquer criança acima de 5 anos, se bem doutrinada, já pode fazer a atividade de colocar sua própria roupa no cesto.
Se você tem filho pequeno, pode ensiná-lo a lavar as próprias cuecas no chuveiro, depois você vai lá e revisa. As futuras esposas agradecem! As meninas também devem aprender a fazer a atividade de lavarem as próprias calcinhas, no banho mesmo.
Para crianças em idade escolar, o ideal é comprar mais uniformes e sempre deixar um “coringa” para os dias de “esqueci de colocar no cesto”.


COMIDA
Antes de ir ao supermercado, faça uma lista. Você pode inclusive deixar fácil, na cozinha um bloco de papel e caneta, daí quem vai consumindo o último produto já anota que acabou. Faça apenas um supermercado grande por mês, fica mais fácil de controlar os gastos com comida. Durante o mês você vai fazendo os supermercados pequenos para comprar frutas e verduras. Se você faz vários supermercados pequenos, a tendência é comprar supérfluos e gastar mais.
Se tem criança em casa, faça uma divisão dos lanches. Moderação é sempre de bom tom, portanto ensine que vão ser X lanches para tantos dias. Se acabar antes do tempo… Tem que se virar com o que tem na geladeira!
Você pode comprar quantidades maiores de carne, peixe e frango e dividir em sacos plásticos as porções, de acordo com a quantidade de pessoas que vão comer. Se aparecer convidado surpresa você descongela uma quantidade a mais. Lembre-se que você não pode descongelar uma carne e voltar a congelá-la sem que ela tenha passado por um processo de cozimento – por isso é melhor dividir em porções.
Faça arroz para três dias, feijão para dois dias. Para o jantar, opte por comidas mais leves, você pode fazer sopa para quatro dias, dividir em depósitos de plástico, à medida que for usando, vai descongelando. Pode também fazer duas ou três lasanhas de uma vez só e durante a semana você vai descongelando. Salsicha, com um molhinho de tomate, um pouquinho de creme de leite, uma cebolinha refogada e milho... Quebra um galho na hora do jantar!
Lembre-se: tome café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um plebeu!


LOUÇA

Se você tem a prática máquina de lavar louças, junte tudo para ligar uma só vez e gastar menos energia. Caso não tenha, delegue essa tarefa ao marido, filho ou enteado, eles podem intercalar, cada um é responsável pela louça de uma refeição. Um lava e o outro guarda o que estava no escorredor. E vice-versa.


LIMPEZA DA CASA
Se você tem empregada todo dia…. Que sorte! Mesmo assim isso não é motivo para deixar de ensinar alguns hábitos saudáveis aos filhos, enteados e maridos (que não foram ensinados!). Eles podem muito bem guardar as próprias roupas, arrumar os livros, guardar os sapatos, dar descarga e baixar a tampa do vaso (para os meninos! As futuras esposas agradecem!).
Se você tem faxineira apenas vez por semana, escolha um dia da semana para uma breve faxina ou um dia do mês para uma faxina geral. Podem doar roupas e fazer disso um hábito educado e saudável. Na minha casa, ate hoje quando compramos uma roupa nova, tiramos uma do armário para doar!
É importante que na atividade de limpeza, as crianças limpem não só o que é delas mas também uma área comum da casa, você estará estabelecendo o senso de coletividade: você cozinha para todo mundo, fulano lava louça para todo mundo e sicrano tira o lixo para todo mundo!

Outras dicas:
Espalhe pequenos avisos pela casa, do tipo: “Sujou? Lavou!” e outros lembretes. Quando você vai ao banheiro público existem plaquinhas avisando para não jogar papel no vaso, não é? São as placas educativas, é isso que você vai fazer na sua casa, educar!
Sem contar que quem não faz direito ou simplesmente não faz, não tem a velha desculpa: “Ah, eu não sabia!”.
Coloque etiquetas nas gavetas dizendo o que deve ser guardado ali. Se você tem enteados que vão a cada 15 dias e já sabem ler, pode colocar na cozinha, ensinando o lugar de cada coisa e assim você não precisa ficar repetindo feito papagaio… Apenas cobrar do maridão que doutrine as crias!
Por fim, é preciso deixar claro que família é como um time, cada um faz um pouquinho, ajuda de um lado, treina de outro para o bem estar de todos. Quanto mais você assumir essas atividades, menos eles vão te ajudar. A pessoa só aprende fazendo e nunca é cedo ou tarde demais para mudar de hábito. Não vale só a dona da casa assumir tarefas domésticas, trabalhar fora e dividir contas de casa com o marido que não coopera. Se isso está acontecendo na sua casa, algo está errado! Pare, repense essa relação, faça uma lista das atividades, divida entre os membros da família e mãos à obra!!

DELÍCIA!

O link interessante e divertido deste mês é o site www.faceinhole.com

Lá você pode colocar o rosto em fotos de celebridades, cenas clássicas do cinema, personagens famosos. De fácil navegação, ótimo para brincar com a família e amigos.

Na primeira foto sou eu de ET (como sou muito, muito boba fiquei dez minutos seguidos rindo dessa bobagem) e a segunda é meu enteado de Arthur e os Minimoys!






NÃO HÁ NO REINO MULHER MAIS BELA!


“Por isso corro demais... Corro demais...”
Adriana Calcanhoto


Nesta edição a Amadrasta nos conta sobre um dos seus principais hobbies: a corrida! Além de ficar em forma, ainda acompanha o maridão e abre o leque para novos assuntos e interesses. A saúde também agradece!

Eu comecei a correr pouco tempo antes dos 30 anos. Sabe aquelas reflexões a respeito da idade, do estilo de vida, do que precisa mudar? Foi por aí… Meu pai faleceu aos 56 anos, teve um câncer de cólon aos 46 anos, foi considerado curado, mas 10 anos depois essa lepra moderna voltou a atacá-lo e ele não resistiu. Seguido a isso, 45 dias depois da morte dele, meu irmão na época com 30 anos, foi diagnosticado com leucemia (Tipo 3, a pior das piores!). Ouvimos da médica a seguinte frase: “Daqui há 30 dias a gente conversa sobre a possibilidade de cura, agora é salvar a vida dele!”. Meu irmão resistiu e o que ele tem em comum com meu pai? Inúmeras coisas… Ambos inteligentíssimos, mas não descobriram a inteligência do próprio corpo!
Foi depois dessa experiência e a proximidade dos 30 que eu decidi que seria diferente comigo, eu posso um dia ter câncer ou qualquer outra doença, mas não será por falta de conhecimento da inteligência do meu corpo. Plagiando Fernanda Young: “Dizem, os invejosos, que correr envelhece. Bom, o tempo envelhece. E eu prefiro enfrentá-lo na minha melhor forma. Nunca tendo sido gostosa, correndo, jamais ficarei caída.”
Fazem três anos que eu corro, virou meu estilo de vida e todo meu horário é organizado em torno disso. A minha corrida é meu momento egoísta, é colocar meu ipod, meu tênis e seguir uma rota traçada por mim mesma e que pode ser alterada conforme meu desejo. Nesse momento, faço o que quero, como quero, sem precisar atender a terceiros. Liberdade total e absoluta!
Já corri inúmeras corridas de cinco e 10km, duas maratonas (42 km) em Chicago e esse ano corro a maratona de NY. A emoção de correr 42 kms?? São inúmeras! Eu vi pessoas que corriam por algum familiar enfermo, que corriam por uma meta específica, que corriam porque se curaram de doenças físicas ou emocionais, mas meu momento maior, foi na 1ª maratona. Frio de 2ºC, eu havia feito uma doação para uma ONG que cuida de crianças com câncer e qual não foi minha surpresa: durante o percurso estavam lá as crianças que receberam as doações, em um frio de rachar, com suas carequinhas de fora, as bandeiras com os nomes dos corredores as ajudaram e nesse momento começou a tocar uma musica do Padre Marcelo Rossi chamada: Cura-me ( “Hoje Senhor Jesus, com teu poder podes curar-me!Cura-me Senhor, pois quero viver…”) Foi impossível não chorar, não me sentir mais perto de Deus e não perceber que naquele exato momento, Deus estava operando um milagre naquelas crianças e no meu espírito! Nessa hora eu orei e agradeci por ser saudável e por todos aqueles que ainda negligenciam a sua própria saúde. Sim..correr é também o meu momento de agradecer por todas as coisas boas que possuo, em especial minha família e minha saúde.
Então eu corro para ter um tempo para mim mesma, para orar, para agradecer, para chorar e espantar os males da minha alma, para ver meu marido (que corre mais rápido do que eu!) me esperando na linha de chegada, com aquele sorriso lindo e uma olhar apaixonado, corro para cuidar desse corpo onde Deus habita mas corro acima de tudo porque correr me faz sentir feliz!!!!!

Para começar:
- Faça uma avaliação médica e uma podopostural (feita em clínicas de ortopedia) – ela ajuda os iniciantes a correr de modo seguro.
- Comece com uma caminhada e vá alternando com trote e depois corrida, com o passar do tempo. Comece andando cerca de 40 minutos três dias por semana. À medida que for evoluindo, aumente a intensidade da caminhada, movimentando pernas e braços vigorosamente. Aproximadamente um mês depois, alterne com alguns minutos de trote, primeiro apenas um dia semanalmente e depois nos outros dias de exercício. Quando tiver evoluído, alterne a caminhada com a corrida, sempre aos poucos. Quem é sedentário ou está com sobrepeso deve priorizar a caminhada nas primeiras quatro ou seis semanas.

- No início, busque correr em terrenos mais macios. Esteira, grama, terra batida, pedrisco e asfalto --essa é a seqüência de terrenos para corrida por grau de dificuldade. Na grama, tenha cuidado com buracos e raízes, que podem levar a quedas. Deixe para correr no asfalto, o terreno que causa mais impacto nas articulações, depois de quatro a seis semanas de prática. Quem corre na rua não deve fazê-lo próximo ao meio-fio. Essa região é inclinada para facilitar o escoamento da água das chuvas, o que leva a forçar mais um joelho do que o outro.

- Quando estiver acostumado a correr em terrenos planos, você poderá inserir subidas e descidas no treinamento. Nessas inclinações, muda o centro de gravidade do corpo. Na descida, a contração excêntrica (contração em alongamento) gera uma dor tardia. Subindo ou descendo, sempre inicie o movimento com o calcanhar antes de apoiar a frente do pé.

- Associe a corrida a um programa de condicionamento físico, com exercícios que exercitem outros grupos musculares. Fortalecer os músculos abdominais é muito importante, pois eles são os principais responsáveis pela sustentação da coluna.


- Correr é sinônimo de usar vestimentas leves. Os shorts devem ter uma abertura lateral para não dificultar o movimento das pernas. Mulheres devem substituir o sutiã por tops que dêem melhor sustentação à musculatura do seio, desenhados especialmente para a prática de esportes. Procure também meias especiais para a corrida; elas absorvem melhor o suor e provocam menos fricção nos pés.

- Os tênis, além de ter amortecimento, devem ser adequados ao tipo de pisada do corredor: pronada (com rotação para dentro na movimentação do calcanhar para a ponta), supinada (rotação para fora) ou neutra (rotação para a frente). Ao escolher o calçado, procure um número que permita a distância de um dedo entre a ponta do dedão e a ponta do calçado.

- Não use o mesmo tênis todos os dias, pois isso desgasta o calçado. Tente revezar. Além disso, preste atenção à durabilidade do tênis --especialmente de seus sistemas de amortecimento.


GASTO CALÓRICO: Em 10 minutos de marcha rápida você gasta aproximadamente 59 calorias e se correr gastará cerca de 110 calorias. Este valor é variável de pessoa para pessoa.
Fonte: Folha Online – Caderno Equilíbrio


COLUNA DA ROBERTA PALERMO


Como deixar as crianças em segurança? O que falar, como agir? Neste mês, Roberta Palermo nos dá alguns toques, tornando esta tarefa tão delicada um pouco mais fácil. Vamos ficar de olho nos pequenos!



SEGURANÇA INFANTIL

Abuso Sexual

Por volta dos cinco, seis anos, começam as curiosidades sobre sexualidade e o corpo humano. É por volta dessa idade que a criança quer saber como entrou na barriga ou como saiu, entre outras questões. O importante é responder apenas o que a criança quer saber, de maneira simples e nessa ocasião o que é mais importante é dizer que ninguém pode tocar o corpo deles. Já é um primeiro cuidado para evitar um abuso sexual. Os pais devem evitar deixar a criança para outras crianças maiores cuidarem dela. Mesmo que confiem na escola e nas pessoas que cuidam têm que estar sempre atentos para ver se a criança apresenta alguma mudança de comportamento. Conforme a criança cresce os pais devem abordar o assunto mais abertamente e para isso podem ter a ajuda de livros. Existem vários que falam sobre sexualidade.

Assaltos
No dia-a-dia cada família segue um ritual de segurança. Cada uma se preocupa com uma questão e são esses "medos" dos pais que podem ser explicados para a criança. Por exemplo: se os pais não abrem a janela do carro, pode explicar para a criança, que é por segurança, já que nos dias de hoje escutamos muitos casos de assaltos quando o carro pára no farol (sinal, semáforo). Nesse caso, também não é bom demorar muito para entrar e sair do carro quando estacionamos na rua. Não precisamos falar todas as vezes para a criança não viver tensa, mas uma explicação pode facilitar a compreensão e a participação da criança nos momentos necessários. Explicamos que existem pessoas que são más e que roubam outras pessoas. Os pais podem até fazer combinados para a hora de uma possível emergência. Podemos dizer que não achamos que vá acontecer,mas caso aconteça, agiremos dessa maneira. Então um combinado pode ser: atender imediatamente aos comandos da mãe ao dizer solte o cinto de segurança e venha já para perto de mim.

Acidentes Domésticos

Os acidentes dentro de casa podem ser evitados com proteção e supervisão. Tela nas janelas, portas fechadas, chaves fora do alcance da criança, produtos de limpeza e remédios fora do alcance. Quem cuida da criança é quem deve se preocupar com isso. Se o primo solteiro chegou à casa da família para visitar e deixou a faca na beirada da mesa e "ninguém" viu, a criança poderá se machucar. O primo teria que tomar cuidado, mas os pais, ou quem estiver cuidando é quem tem que se antecipar aos perigos da casa e os que podem ser provocados por visitas ou outras crianças. Proteção nas tomadas. Além disso, a criança não deve ficar sozinha em casa e quando estiver brincando em outro cômodo, alguém deverá observá-la de tempos em tempos. A infância é uma fase de descobertas e explorar algo novo pode causar um acidente.

Estranhos, telefone e Internet

Desde pequenos ensinamos que não devem aceitar nenhum presente de pessoas estranhas e não passar informações é a segunda parte importante. Quanto mais demorarem para atender ao telefone da casa,mais conscientes estarão sobre não passar informações. Quando passam a ter acesso a Internet o perigo passa a ser passar dados da família: endereços, os bens que têm dentro de casa, horários da família. Não podem preencher dados cadastrais e nunca passar número de cartão de crédito, que por sinal não deve ser informado à eles. O ideal é que até a criança ter idade para assimilar essas informações ela use um computador que fique onde todos estão e não em seu quarto, onde ninguém poderia acompanhar o que ela vê. Sabemos que ao digitar endereços infantis, podem aparecer páginas de sexo e até de pedófilos.

OLHAR DE PAI

Bruno Soares tem 28 anos e contato com a música desde que se entende por gente. Sua primeira recordação musical inclui Gilberto Gil e Raul Seixas. Aos treze anos começou a aprender violão e aos quatorze montou sua primeira banda. Após cursar Publicidade, resolveu unir as duas coisas e hoje ganha a vida trabalhando com música: sonorizando peças publicitárias e compondo jingles. Tem um filho de cinco anos que diz adorar rock and roll: ele tem total acesso aos instrumentos musicais do pai que vivem espalhados pela casa. Já disse que ao crescer quer se tornar músico também. Isso só o tempo dirá... Mas o papai Bruno está fazendo a sua parte.


A CRIANÇA E O ESTÍMULO MUSICAL

A criança precisa vivenciar a música de maneira lúdica e agradável para ser estimulada. Assim ela começa a desenvolver sua percepção sonora do mundo e a utilizá-la de maneira criativa. A musicalização pode começar já no berço: com brinquedos sonoros - como aqueles em que a criança aperta a vaquinha e ela muge. Estes brinquedos servem para que a criança passe a ligar objetos ou ações aos seus respectivos sons. Já um pouco mais velhas (com dois, três anos) as “brincadeiras musicais” devem estimular a produção sonora e o contato com instrumentos (como um tamborzinho ou violão de brinquedo) e a relação entre o som e expressão corporal (como cantigas de roda). O estímulo dos pais também é fundamental. Se uma criança tem em casa pais que também gostam de música, estão sempre com o som ligado e têm uma vasta coleção de cd´s, com certeza ela vai ser mais “musical” que uma coleguinha cujos pais não ligam muito música. No fundo, o estímulo à musica é como o de todas as outras artes: começa na infância como brincadeira e está diretamente ligada à oferta.

Cuidado com o exagero...

A musicalização deve se algo natural e divertida para a criança e os pais não podem encarar esse aprendizado com muita rigidez - isso porque ele acontece com muito mais eficiência quando a criança o consegue por ela mesma, sem imposições ou militarismos. É também necessário que os pais tenham muita paciência e sensibilidade para perceber quando a criança não gosta da atividade, não devendo forçá-la a fazer algo que ela não gosta. Não é aconselhável o ensino musical até seis, sete anos de idade. Isso porque o ensino musical - onde são ensinadas a teoria musical e as técnicas de manuseios de instrumentos - é uma etapa posterior a musicalização - onde ainda se está formando o vínculo entre a criança e a música. Submeter uma criança em fase de musicalização à disciplina muitas vezes maçante do ensino musical pode fazer com que ela se sinta entediada e perca o interesse.



Davi, filho do Bruno, com um e três aninhos: fases diferentes e um mesmo interesse! Fica esperto, Eric Clapton!