Bruno Soares tem 28 anos e contato com a música desde que se entende por gente. Sua primeira recordação musical inclui Gilberto Gil e Raul Seixas. Aos treze anos começou a aprender violão e aos quatorze montou sua primeira banda. Após cursar Publicidade, resolveu unir as duas coisas e hoje ganha a vida trabalhando com música: sonorizando peças publicitárias e compondo jingles. Tem um filho de cinco anos que diz adorar rock and roll: ele tem total acesso aos instrumentos musicais do pai que vivem espalhados pela casa. Já disse que ao crescer quer se tornar músico também. Isso só o tempo dirá... Mas o papai Bruno está fazendo a sua parte.
A CRIANÇA E O ESTÍMULO MUSICAL
A criança precisa vivenciar a música de maneira lúdica e agradável para ser estimulada. Assim ela começa a desenvolver sua percepção sonora do mundo e a utilizá-la de maneira criativa. A musicalização pode começar já no berço: com brinquedos sonoros - como aqueles em que a criança aperta a vaquinha e ela muge. Estes brinquedos servem para que a criança passe a ligar objetos ou ações aos seus respectivos sons. Já um pouco mais velhas (com dois, três anos) as “brincadeiras musicais” devem estimular a produção sonora e o contato com instrumentos (como um tamborzinho ou violão de brinquedo) e a relação entre o som e expressão corporal (como cantigas de roda). O estímulo dos pais também é fundamental. Se uma criança tem em casa pais que também gostam de música, estão sempre com o som ligado e têm uma vasta coleção de cd´s, com certeza ela vai ser mais “musical” que uma coleguinha cujos pais não ligam muito música. No fundo, o estímulo à musica é como o de todas as outras artes: começa na infância como brincadeira e está diretamente ligada à oferta.
Cuidado com o exagero...
A musicalização deve se algo natural e divertida para a criança e os pais não podem encarar esse aprendizado com muita rigidez - isso porque ele acontece com muito mais eficiência quando a criança o consegue por ela mesma, sem imposições ou militarismos. É também necessário que os pais tenham muita paciência e sensibilidade para perceber quando a criança não gosta da atividade, não devendo forçá-la a fazer algo que ela não gosta. Não é aconselhável o ensino musical até seis, sete anos de idade. Isso porque o ensino musical - onde são ensinadas a teoria musical e as técnicas de manuseios de instrumentos - é uma etapa posterior a musicalização - onde ainda se está formando o vínculo entre a criança e a música. Submeter uma criança em fase de musicalização à disciplina muitas vezes maçante do ensino musical pode fazer com que ela se sinta entediada e perca o interesse.
8 de outubro de 2008
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